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	<title>Reforma da Previdência &#8211; Four Soluções</title>
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	<title>Reforma da Previdência &#8211; Four Soluções</title>
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		<title>PEC paralela para adicionar Estados e Municípios na Previdência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wilian Sales]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jul 2019 21:27:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/pec-previdencia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/pec-previdencia-150x150.jpg 150w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/pec-previdencia-85x85.jpg 85w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/pec-previdencia-80x80.jpg 80w" sizes="(max-width:767px) 150px, 150px" />O Senado deverá incluir os servidores públicos estaduais e municipais na reforma da Previdência Social por meio de uma segunda<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/pec-previdencia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/pec-previdencia-150x150.jpg 150w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/pec-previdencia-85x85.jpg 85w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/pec-previdencia-80x80.jpg 80w" sizes="(max-width:767px) 150px, 150px" /><p>O Senado deverá incluir os servidores públicos estaduais e municipais na reforma da Previdência Social por meio de uma segunda proposta de emenda à Constituição (PEC). Com isso, o texto principal da reforma (<a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2192459" target="_blank" rel="noopener">PEC 6/2019</a>) poderá ser aprovado pelos senadores no próximo semestre sem alterações.</p>
<p>A nova PEC caminhará ao mesmo tempo que a PEC 6, mas permitirá que o grosso da reforma da Previdência seja promulgado mais cedo. O Senado deve analisar o texto da reforma principal em agosto e, se não efetuar mudanças sobre ele, a conclusão dependerá apenas dos prazos regimentais.</p>
<p>A informação foi confirmada pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), relator da <a href="http://legis.senado.leg.br/comissoes/comissao?4&amp;codcol=2253" target="_blank" rel="noopener">comissão especial que acompanha a reforma da Previdência</a>. Ele disse que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já chancelou o plano. Davi vai conversar com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para garantir que a PEC paralela tenha um caminho suave entre os deputados também.</p>
<p>Tasso se diz “extremamente favorável” à inclusão dos estados e municípios na reforma. Eles já constavam da versão original da proposta, enviada pelo Executivo, mas foram excluídos na preparação do substitutivo da comissão especial. Para o senador, isso se deveu à atmosfera conflituosa que envolveu o assunto na Câmara. Ele acrescentou que o Senado terá mais ponderação.</p>
<p>— Acho que estamos todos convencidos de que a introdução dos estados e municípios é essencial para que a reforma seja completa. Foi um equívoco [da Câmara], num momento de muitas discussões. A questão foi colocada talvez de uma maneira muito emocional. Se conseguirmos passar aqui, quando voltar para Câmara, será outro clima.</p>
<p><a class="external-link" href="http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/05/08/davi-encontro-com-presidentes-e-governadores-une-o-pais-em-torno-do-pacto-federativo/" target="_blank" rel="noopener">Desde maio o Senado se reúne com os governadores</a> para articular pautas de interesse dos estados, entre as quais está a aplicação das novas regras previdenciárias para eles de imediato. O apoio à inclusão é tido como um consenso.</p>
<p>O senador Humberto Costa (PE), líder do PT — partido que se opõe à maior parte da proposta do governo — também está de acordo com essa alteração.</p>
<p>— Não é possível existirem regras para servidores públicos federais que sejam diferentes das regras para servidores públicos estaduais e municipais. A ideia de que cada estado e município defina a sua, criaria uma absoluta balbúrdia no que diz respeito às aposentadorias — apontou.</p>
<p>Ele alertou, porém, que ainda não tem certeza sobre o caminho escolhido para fazer essa mudança, e evita falar na aprovação imediata da PEC 6.</p>
<p>Em junho, a Instituição Fiscal Independente (IFI) publicou <a href="http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/557965/EE_09_Previdencia_Estadual.pdf" target="_blank" rel="noopener">um estudo sobre a situação dos regimes previdenciários estaduais</a>. O documento <a class="external-link" href="http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/06/03/estudo-aponta-fragilidade-da-previdencia-nos-estados" target="_blank" rel="noopener">identificou quadros graves</a> em estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, onde o sistema consome cerca de 30% da receita líquida.</p>
<p>O desequilíbrio decorre em grande medida de regras favoráveis aos segurados, como aposentadoria precoce e benefício em valor muito próximo ao da remuneração do servidor ativo. O problema dos estados é agravado pelo fato de cerca de metade dos seus servidores pertencerem a categorias que têm tratamento especial, notadamente professores e militares.</p>
<p>O analista responsável pelo estudo, Josué Pellegrini, <a class="external-link" href="http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/07/09/senado-aprova-novo-diretor-da-instituicao-fiscal-independente" target="_blank" rel="noopener">foi confirmado na semana passada como novo diretor da IFI</a>. Em entrevista à Rádio Senado, <a class="external-link" href="http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/07/12/ifi-sugere-que-estados-e-municipios-devem-entrar-na-reforma-da-previdencia" target="_blank" rel="noopener">ele defendeu a inclusão de estados e municípios</a> na reforma, antes que o descontrole dos gastos consuma outros setores do Orçamento.</p>
<p>— O deficit das previdências estaduais é bastante elevado na grande maioria dos estados e tende a crescer, pressionando e dificultando o cumprimento das outras atribuições, como saúde, educação e segurança.</p>
<h3><strong>A &#8220;PEC paralela&#8221;</strong></h3>
<p>O recurso da “PEC paralela” não é inédito, e inclusive, já foi usado em uma reforma previdenciária em 2003, quando o Senado analisava a proposta que se tornaria a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc41.htm" target="_blank" rel="noopener">Emenda Constitucional 41</a>. Aquela reforma extinguiu a aposentadoria integral no serviço público e a paridade de reajustes para servidores aposentados, além de instituir cobrança sobre o valor da aposentadoria.</p>
<p>Na ocasião, senadores da base do governo que eram críticos do texto firmaram um acordo para não promover alterações sobre a proposta principal, de modo a permitir a sua promulgação rápida. Em troca, apresentaram uma segunda PEC sobre o mesmo assunto, que corrigiria os pontos polêmicos. Ela foi chamada de “paralela” porque tramitou ao mesmo tempo que a PEC que continha as regras que ela mudaria.</p>
<p>A PEC paralela de 2003 foi apresentada uma semana depois da aprovação do texto principal da reforma na comissão especial do Senado. Promulgada em 2005, ela se transformou na <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc47.htm" target="_blank" rel="noopener">Emenda Constitucional 47</a>, que, entre outros pontos, garantia a integralidade e a paridade para servidores ainda na ativa e instituía regras de transição.</p>
<p>O senador Paulo Paim (PT-RS) foi um dos principais articuladores daquele arranjo. Ele rejeita a perspectiva de o Senado apenas “carimbar” a PEC 6, sem fazer nenhuma alteração sobre o conteúdo que a Câmara enviar, mas observa que a estratégia de um texto à parte pode ser bem-sucedida, como aconteceu em 2003.</p>
<p>— Eu estava rebelde em relação à reforma e a alternativa que criamos foi a PEC paralela. Ela resolveu para melhor a situação de muitos trabalhadores. Não posso ser contra [a ideia].</p>
<h3><strong>Principais pontos da reforma</strong></h3>
<p>Na quarta-feira (10), a Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno, o texto-base da reforma da Previdência. <a class="external-link" href="http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/07/01/estudo-da-ifi-aponta-reducao-de-economia-com-alteracoes-na-pec-da-previdencia" target="_blank" rel="noopener">Estudo da Instituição Fiscal Independente apresenta os principais pontos e estima o impacto fiscal do novo formato da proposta, em comparação com a versão original</a> (veja detalhes na galeria de imagens acima). O segundo turno deve ficar para o segundo semestre. Só depois de uma nova aprovação a proposta virá para o Senado.</p>
<p>Nos dias seguintes, os deputados analisaram destaques que pretendiam modificar pontos específicos do texto, a maioria foi rejeitado, mas vingaram os regimes especiais <a class="external-link" href="https://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/579963-CAMARA-APROVA-EMENDA-QUE-DIMINUI-IDADE-PARA-APOSENTADORIA-DE-POLICIAIS-FEDERAIS.html" target="_blank" rel="noopener">para policiais da União</a> e <a class="external-link" href="https://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/580006-PLENARIO-APROVA-IDADE-MENOR-PARA-APOSENTADORIA-DE-PROFESSOR.html" target="_blank" rel="noopener">para professores</a>, <a href="https://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/579965-APROVADA-REDUCAO-DO-TEMPO-DE-CONTRIBUICAO-PARA-HOMENS-NA-TRANSICAO-PARA-APOSENTADORIA-POR-IDADE.html">a redução do tempo de contribuição para homens</a> e <a href="https://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/579941-APROVADA-ALTERACAO-EM-REGRAS-SOBRE-PENSAO-E-MULHERES-NA-REFORMA-DA-PREVIDENCIA.html">as novas regras sobre a concessão de pensões</a>.</p>
<p>Fonte: <a href="http://Estados e municípios devem entrar na reforma da Previdência em PEC paralela" target="_blank" rel="noopener">Agência Senado</a></p>
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		<title>Reforma da Previdência  um novo desafio para o Senado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wilian Sales]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jul 2019 16:45:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reforma da Previdência]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-1-150x150.jpg 150w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-1-85x85.jpg 85w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-1-80x80.jpg 80w" sizes="auto, (max-width:767px) 150px, 150px" /><p>Pela terceira década consecutiva, o Congresso Nacional é chamado a discutir uma ampla reforma na Previdência Social dos brasileiros. O principal motivo que orienta a nova proposta é o mesmo de antes — garantir a sustentabilidade do sistema —, mas especialistas apontam que a necessidade no momento é mais urgente do que nas ocasiões anteriores. Esse desafio de senadores e deputados em busca de um sistema previdenciário sustentável é tema de uma série de reportagens que <b>Agência Senado</b> inicia agora.</p>
<p>Os desembolsos do país com a Previdência já equivalem a 60% do Orçamento, e esse percentual deve se avolumar nos próximos anos, como consequência de uma marcha estatística natural: a expectativa de vida da população tem aumentado, enquanto a taxa de natalidade cai.</p>
<p>É o que explica Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI):</p>
<p>— O país está envelhecendo e as pessoas estão vivendo mais. Isso é algo positivo, mas tem consequências fiscais, porque a população idosa depende do Estado. Como os brasileiros estão tendo cada vez menos filhos, serão menos pessoas contribuindo.</p>
<p>Segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o contingente de idosos do país deve triplicar dentro dos próximos 40 anos, enquanto a proporção de trabalhadores para cada aposentado deve cair pela metade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-596 aligncenter" src="https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdecia-1.jpg" alt="" width="866" height="1050" srcset="https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdecia-1.jpg 866w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdecia-1-247x300.jpg 247w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdecia-1-768x931.jpg 768w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdecia-1-845x1024.jpg 845w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdecia-1-120x146.jpg 120w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdecia-1-41x50.jpg 41w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdecia-1-62x75.jpg 62w" sizes="auto, (max-width:767px) 480px, (max-width:866px) 100vw, 866px" /></p>
<p>Devido a essa inversão demográfica já em curso, a arrecadação de contribuições previdenciárias tem consistentemente ficado abaixo do valor dos benefícios concedidos. Tanto o Regime Geral da Previdência Social (RGPS), que cobre os trabalhadores da iniciativa privada, quanto o Regime Próprio (RPPS), que cobre os servidores públicos, vêm apresentando deficits nos últimos anos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-597" src="https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-2.jpg" alt="" width="768" height="461" srcset="https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-2.jpg 768w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-2-300x180.jpg 300w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-2-243x146.jpg 243w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-2-50x30.jpg 50w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-2-125x75.jpg 125w" sizes="auto, (max-width:767px) 480px, (max-width:768px) 100vw, 768px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-598" src="https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-3.jpeg" alt="" width="768" height="507" srcset="https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-3.jpeg 768w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-3-300x198.jpeg 300w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-3-221x146.jpeg 221w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-3-50x33.jpeg 50w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-3-114x75.jpeg 114w" sizes="auto, (max-width:767px) 480px, (max-width:768px) 100vw, 768px" /></p>
<p>As contas negativas da Previdência impactam a dívida pública do país como um todo, que vem se aproximando de 80% do PIB. O consultor legislativo Pedro Fernando Nery explica que o aumento do deficit previdenciário agrava esse quadro porque as aposentadorias são gastos obrigatórios, que o Estado não pode deixar de financiar.</p>
<p>— A despesa tem que ser paga de alguma forma, seja com contribuições previdenciárias, seja com contribuições sociais ou impostos. Ao crescer, ela comprime políticas públicas já subfinanciadas, como o saneamento, a educação, a infraestrutura. O deficit é uma medida desse desequilíbrio: a quantidade de recursos de outras áreas, ou de impostos, que será drenada para pagar benefícios — explicou.</p>
<p>Além da compressão orçamentária, a incerteza quanto à possibilidade de manter o endividamento sob controle encarece a própria administração da dívida, que o Estado faz através da emissão de títulos públicos. Quanto pior a situação fiscal, maior é a taxa de juros que o mercado exige. Mais juros agravam a dívida, e forma-se um círculo vicioso.</p>
<p>— Vários estados já quebraram. A União tem mais ferramentas para não quebrar tão cedo, mas isso implica instabilidade macroeconômica. A desconfiança quanto à solvência do Estado vai continuar inibindo o investimento e o crescimento. O desemprego vai continuar sem cair satisfatoriamente e isso vai se somar ao caos na prestação de serviços públicos — alerta Nery.</p>
<p>Felipe Salto destaca que a reforma da Previdência é uma condição necessária para romper essa tendência, mas não suficiente. Ela dará um impulso inicial, mas precisa ser complementada no futuro com outras medidas.</p>
<p>— Os investidores externos e domésticos estão à espera do milagre da Previdência. Se a gente desata esse nó, o dinheiro vai começar a circular, a economia vai começar a girar de novo. Precisamos passar esse obstáculo, mas a Previdência, sozinha, não resolve o problema — enfatizou.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-599" src="https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-4.jpg" alt="" width="1521" height="2434" srcset="https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-4.jpg 1521w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-4-187x300.jpg 187w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-4-768x1229.jpg 768w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-4-640x1024.jpg 640w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-4-91x146.jpg 91w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-4-31x50.jpg 31w, https://foursol.com.br/wp-content/uploads/2019/07/previdencia-4-47x75.jpg 47w" sizes="auto, (max-width:767px) 480px, (max-width:1521px) 100vw, 1521px" /></p>
<h3><b>Questionamento</b></h3>
<p>Essa análise do deficit e da necessidade da reforma, porém, tem críticos. A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip) sustenta que o deficit é resultado de um cálculo das contas da Previdência que interpreta equivocadamente as regras do sistema.</p>
<p>Segundo Floriano Martins Neto, presidente da entidade, o deficit só é verificado quando se analisam unicamente as contribuições e as despesas previdenciárias. No entanto, a Previdência integra o orçamento da Seguridade Social, que também inclui a assistência social a as ações de saúde.</p>
<p>A seguridade social, conforme definida na Constituição, é financiada por outras fontes, incluindo tributos sem destinação específica e dotações da União. O que importa, explica Martins, não é o cálculo da Previdência ser positivo ou negativo, mas sim o cálculo da seguridade como um todo.</p>
<p>— Calculamos dentro da seguridade porque lá temos todas as fontes de financiamento. Fazemos a contabilidade no geral porque a Constituição não mandou segregar. O “deficit” significa que a União aportou a parte dela, que veio do orçamento fiscal.</p>
<p>O consultor Pedro Fernando Nery discorda desse ponto de vista. Para ele, examinar a Previdência à parte das demais áreas da seguridade é necessário para que se perceba que ela está inviabilizando-as.</p>
<p>— Falar que não tem deficit na Previdência porque sempre se pode pegar recursos da seguridade significa exatamente tirar da saúde e da assistência aos miseráveis.</p>
<p>Outro questionamento levantado por Floriano Martins Neto diz respeito às dívidas da Previdência. Para ele, o problema mais urgente para conter o desequilíbrio fiscal da área é melhorar os mecanismos de combate à sonegação e deixar de conceder renúncias fiscais.</p>
<p>Segundo números da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), a dívida ativa previdenciária chega a R$ 510,3 bilhões. Martins relata que o índice de recuperação desse valor devido é menor do que 1%, ao mesmo tempo que o governo federal abre mão, via renúncias, de 20% da receita anual via impostos e contribuições socais.</p>
<p>No entanto, a própria PGFN reconhece que a maior parte da dívida previdenciária está fora de alcance. Segundo o órgão, 62% do estoque da dívida tem baixa perspectiva de recuperação, por ser referente a empresas que já faliram ou que não têm patrimônio, por exemplo. Além disso, Felipe Salto, da Instituição Fiscal Independente, observa que, mesmo que fosse possível coletar toda a dívida, o problema não estaria resolvido. Como o deficit é um fenômeno que se repete anualmente, o influxo financeiro seria consumido em alguns anos.</p>
<p>Para Martins, a questão fundamental vai além da dívida atual. Trata-se de aprimorar o dia a dia para que o estoque não continue crescendo com débitos inalcançáveis, e para que o caixa da Previdência não continue sendo recorrentemente desfalcado.</p>
<p>— O estoque, por si só, é uma vergonha, mas não estamos dizendo que precisamos arrecadar tudo. Ele tem que ter um tratamento eficaz. A Receita precisa estar melhor aparelhada para chegar antes da constituição da dívida, identificar antes que a empresa [devedora] feche, por exemplo. O combate tem fins pedagógicos.</p>
<p>O presidente da Anfip cobra do governo e dos parlamentares uma proposta de reforma que pese mais para o lado da receita, atacando a sonegação e também fortalecendo as fontes de financiamento.</p>
<h3><b>Expectativas</b></h3>
<p>O Ministério da Economia espera que a reforma permita um fôlego de R$ 1,2 trilhão nos dez primeiros anos após a sua aprovação. As mudanças sobre o RGPS representariam cerca de 65% desse freio. Segundo a IFI, a aprovação da proposta permitirá a estabilização do gasto previdenciário como fatia do PIB dentro desse período, impedindo que ele cresça ano após ano.</p>
<p>O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), se mostra otimista com o rumo da proposta. Ele admite que o texto será modificado, mas acredita que há um consenso entre os parlamentares e as bancadas de que, sem aprovar alguma versão de reforma neste momento, “o Brasil quebra”.</p>
<p>— Creio que teremos um texto com uma boa reforma do ponto de vista social, regras de transição para ter atenção com os direitos de todos e uma sinalização clara de que as contas públicas vão entrar em equilíbrio.</p>
<p>Já o líder da oposição, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), avalia que existe um problema fiscal a ser abordado, mas aponta para diversos tópicos da reforma proposta pelo governo que são, para ele, proibitivos.</p>
<p>— Não somos contra qualquer tipo de reforma. Compreendemos que há um deficit. Só que a conta desse deficit não pode ser paga pelos mais pobres. Somos contra uma reforma que acaba com o BPC, que restringe a aposentadoria rural, que institui a capitalização. Com esse modelo nós não concordamos.</p>
<p>Segundo Randolfe, seria necessário pensar menos no endurecimento de benefícios e mais na expansão das receitas, principalmente a partir de mudanças no sistema tributário.</p>
<p>Origem: <a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/05/03/congresso-volta-a-encarar-desafio-de-mudar-a-previdencia" target="_blank" rel="noopener">Agência Senado</a></p>
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